quarta-feira, 27 de maio de 2009

Stop


Parou aqui
A minha canção
O meu poema
Procurei-o
Na tua boca
Nos teus olhos
Colados à tua face

A minha sombra
Ficou aqui
Na terra queimada
Sòzinho
À tua espera
Na negrura nocturna

Parou aqui
A minha ira
O meu sonho
Pararam os meus olhos
Os meus despertares matinais

A minha esperança
Ficou aqui
Com a luz do Sol
A inventar quimeras
No verde das folhas
No amadurecer dos frutos
Na partida das aves

Parou aqui
O meu sangue
A minha preguiça
A minha vida
A minha cruz
A minha noite

Fico aqui
No meu corpo
Inerte
Gelado
À tua espera

E tu
Nunca mais vens

2 comentários:

Margarida Piloto Garcia disse...

Porque será?Gosto da urgência posta nas frases.

Susana Garcia disse...

não stopes amiguinho,continua a escrever os teus bonitos poemas.
beijinhos