quinta-feira, 21 de maio de 2009

A fome





Fome: renovável linha da extrema pobreza

Marcelo Henrique Guedes Chaves
Professor de Matemática – aluno do Curso de Gestão Hospitalar
em 02/06/2006
No momento em que estamos vivendo, a fome tem sido constantemente palco das grandes discussões políticas e sociais. Numa época em que somos surpreendidos com as injustiças e as corrupções, fica aqui uma reflexão que não se cala: será que falta uma política séria, compacta e assumida por toda a sociedade como um instrumento que prioriza o social e que busca realmente um novo realiamento de altíssima relevância para a superação da crise que assola de forma desumana os mais pobres?
Nesse contexto, podemos refletir sobre a prática governamental das políticas públicas como um paradoxo entre linhas, consumidas pelas rotineiras vias burocráticas e pelo falso discurso ético–social dos que governam o país. Fica claro que essa responsabilidade social está situada nas grandes diversidades econômicas, sociais e culturais existentes no Brasil e sendo acomodada numa missão institucional que não viabiliza com tamanha transparência medidas concretas em face das diretrizes que asseguram a qualidade de vida da nossa e de toda a humanidade, desta e das futuras gerações. A questão da fome passa a ser um meio de propagação política, pois transformam a fome em uma situação renovável, ou seja, a fome passa ser uma utopia que se encontra na linha do infinito.
É preciso reciclar o nosso pensamento de forma progressiva e sistemática para combatermos a fome sem transformá-la em objeto direto do discurso político e tão pouco, focalizar somente segmentos isolados, mas sim, na sua totalidade, com objetivo centrado a responder as necessidades básicas e essenciais prevista na Constituição Federal. Se continuarmos persistindo na política de programas voltados como plataforma eleitoral, a pobreza será uma onda crescente nessa via “Democrática” , como um sistema de desintegração social.
Por fim, acredito que o caminho a ser superado é de conscientização, de resistência e de reestruturação, dentro de uma linha de conduta fiel, que possa servir como um programa digno a sobrevivência entre a maioria da população que vive na linha da extrema pobreza.

1 comentário:

Susana Garcia disse...

E há muita por esse mundo fora.
Também já divulguei esse tema no meu blogue.
beijinhos