sexta-feira, 19 de junho de 2009

O Amor que não tenho



O amor que não tenho
É o lençol com que me cubro

A distância que vai
entre o carinho
e a ausência
É a agua
que não bebo
Na memória da infância

O AMOR QUE NÃO TENHO
É a lenha
O jardim
É a casa
O teu cheiro
Inventados
todos dentro de mim


Água
Memória
O teu retrato

Os olhos
Esses sim
Ainda me dão alguma esperança
Do sonho
Do amanhã
Do depois

Mas agora NÃO

3 comentários:

Margarida Piloto Garcia disse...

O amor que não tens é tão sofrido como o que tens.São sempre fortes as emoções que nos sugeres.

Um bj.

Susana Garcia disse...

bonito esse teu poema,esses cheiros imaginados e todos esses sentimentos e esperanças, gostei,mas acho que ao contrário do titulo ,penso que tu tens amor sim.
beijinhos

FUMADOR disse...

O AMOR QUE TEM PELAS LETRAS E PELAS PALAVRAS QUE TÃO BEM AS JUNTA, AJUDA NA CONPENSAÇÃO DO RESTO. PARABÉNS PELA VISITA VOLTEM SEMPRE