quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ainda não tive


Ainda não

Ainda não tive o meu lençol de carinho
A minha dívida de sangue
A memória viva do meu retrato

Ainda não tive
fogueiras de fome por saciar

Ainda não tive
O pai,a mãe, o amor sòzinho
O amor imenso

Ainda não tive
o amigo de espanto
A sandália de pinho
ou aloendro

Por issso me sinto
incendiado
E talvez não saiba perdoar
Nem pedir perdão

Por onde ainda
irei passar e não passei?
Pela réstea da sombra?
Pelo caminho do frio?
Pelo campo da fome?

Só sei que irei
com o coração vazio
que carrego nas entranhas
Por dentro desta raiva
deste grito
E deixarei no tempo
e no espaço
Esta mensagem de risos
e de choros

Vitor Correia

3 comentários:

Susana Garcia disse...

um pouco triste o poema,e não muito positivo,mas no entanto está muito bonito.Pensa lá bem,se ainda não tiveste nada dessas coisas mesmo mesmo.Será que pensaste se sim ou não quando escreveste?
beijinhos

Margarida Piloto Garcia disse...

Lindo e desesperado como sempre.

Pelos caminhos da vida. disse...

Vim agradecer sua visita e tb por vc me oferecer textos seus pra postar em meu blog, obrigado vou aceitar sim e logo postarei um seu.

Tem selinho caminhando comigo na esperando por vc.

Uma ótima noite.

beijooo.