segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Mulher


Bom dia ó mulher
Digo eu agora
És uma rosa branca
de espinhos amarrada
Rainha de aromas
e de beijos
Carregaste
no teu ventre
Uma linda madrugada
Um mar de chamas
e de abraços

És a amiga
A companheira
A razão
da minha força
A minha
dádiva de sangue

Mulher
Com lençóis de linho
Bordados na memória
viva do teu retrato

Constróis
A casa
O jardim
o livro ainda
adiado

Não te tenho
no meu lençol
Mas guardo em mim
A memória
do teu sorriso
Gravado
na sombra da minha alma

De que nevoeiro
Apareceste?
De que fonte
foste concebida
para que os sons
do meu sangue
fiquem calados?
De que forno?
Com que forja
fundiste o metal
Com que tão bem
pintas as cores
do teu arco-íris?

És mulher
És mãe
Dás a vida
A alegria

Aqui te deixo
O meu poema
A minha prosa
A minha gratidão
Por seres o que
e quem és

Amiga
Mãe
AMOR

2 comentários:

Susana Garcia disse...

gostei muito desse teu poema miguinho,é uma grande homenagem que fizeste a´mulher e muito bonita.
E quem é na foto?.bjs

Margarida Piloto Garcia disse...

Acho belo este poema consagrado a uma mulher.Feito de palavras cantadas, construídas pelo teu sentir e desabrochadas à luz para quem as puder ler.Que sejam muitos.